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Dois artigos Nature que informam o NeuroWatch. Não são ensaios do nosso produto e não autorizam diagnóstico.

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Evidência científica

Dois artigos Nature que informam o NeuroWatch. Não são ensaios do nosso produto e não autorizam diagnóstico.

Como ler: O NeuroWatch acompanha biomarcadores motores (IMU 6 eixos, 100 Hz, banda 3–6 Hz, filtros 4A). Os estudos abaixo mostram o que a literatura já mede com wearables — e os limites (laboratório vs casa, n pequeno, discinesia mais fraca, uso clínico ainda restrito). Esta ferramenta não substitui avaliação médica.

1. Moreau et al., 2023 — panorâmica europeia dos sensores corporais

Moreau C. et al. Overview on wearable sensors for the management of Parkinson’s disease. npj Parkinson’s Disease 9, 153 (2023).
https://doi.org/10.1038/s41531-023-00585-y

A doença de Parkinson afecta cerca de 1,2 milhões de pessoas na Europa; a procura por controlo rigoroso dos sintomas cresce mais depressa do que o número de neurologistas. A doença é flutuante: bradicinesia, tremor de repouso, discinesias e sintomas não motores mudam ao longo do dia. Ajustar terapêutica só com o relato da consulta é incompleto.

Unidades inerciais (IMU) — acelerómetro triaxial + giroscópio, por vezes magnetómetro — são a tecnologia mais usada para monitorização no consultório ou em casa. A MDS criou uma task force de tecnologia; em janeiro de 2023 o NICE (Reino Unido) publicou recomendações nacionais sobre dispositivos de monitorização. Ainda assim, o uso na prática diária é limitado e faltam recomendações práticas. Parâmetros de mobilidade podem divergir entre laboratório e gravações não supervisionadas em casa.

A antologia descreve PDMonitor®, PKG®, STAT-ON, Kinesia 360/One, FeetMe® e Mobility Lab: ferramentas de gestão (flutuações, discinesia, tremor, bradicinesia, freezing, marcha), não um substituto do diagnóstico clínico. O NeuroWatch alinha-se a esta família (IMU de pulso, tremor/bradicinesia, médico no ciclo) e recusa vender-se como um desses dispositivos certificados.

2. Poleur et al., 2025 — piloto magneto-inercial em ambiente controlado

Poleur M., Gidaro T., Delstanche S. et al. Wearable inertial device for monitoring Parkinson’s disease symptoms: a pilot study in a controlled environment. Scientific Reports 15, 45479 (2025).
https://doi.org/10.1038/s41598-025-28927-1

100%sensibilidade tremor e acinesia
≥93%especificidade
>94%exactidão global (n = 10)

Escalas como a MDS-UPDRS são episódicas, dependem do avaliador e captam mal flutuações do dia a dia. O piloto multicêntrico incluiu dez pessoas com Parkinson em avaliação pré-cirúrgica de estimulação cerebral profunda. Cada uma fez um teste de levodopa com IMU no pulso e no tornozelo do lado mais afectado; o desempenho do sensor foi comparado a MDS-UPDRS III e a vídeo de peritos. Os algoritmos usaram aceleração e velocidade angular para tremor, acinesia e discinesia.

Resultados: sensibilidade 100% e especificidade ≥93% para tremor e acinesia; exactidão >94%. A discinesia correu pior. A levodopa reduziu o tremor (p = 0,0247) e aumentou a discinesia (p = 0,0169) — o sensor respondeu ao efeito farmacológico. Os autores pedem validação em vida real. Isto não é um ensaio do NeuroWatch e n = 10 em laboratório não equivale a certificação ANVISA/FDA.

O que isto muda no NeuroWatch

Ligações oficiais: s41531-023-00585-y · s41598-025-28927-1